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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Resumo do texto: O ensino de Estratégias de compreensão leitora - AUTORA: Isabel Solé

O texto aborda as estratégias quem um bom leitor deve adquirir para que possa ter uma maior compreensão do texto. Mas, a autora ressalva que estas estratégias já estão em nosso consciente, pois a medida que vamos lendo estamos adotando uma estratégia de leitura.
A Autora cita as idéias de Valls (1980) que dia que a estratégia tem em comum com todos os demais  procedimentos sua utilidade para regular a atividade das pessoas, a medida que sai aplicação permite selecionar avaliar , permitir ou abandonar determinadas opções para conseguir a meta a que nos propomos.
As estratégias de leitura são procedimentos de ordem elevada que envolvem cognitivo e o metacognitivo , no ensino elas não podem ser tratadas como técnicas precisas, receitas infalíveis ou habilidades especificas.
O ensino de estratégias de compreensão leitora tem três idéias associadas à concepção construtiva. A primeira considera a situação educativa como um processo de construção conjunta entre professores e alunos que podem compartilhar progressivamente significados mais amplos e complexos. A segunda idéia é a consideração de que, nesse processo, o professor exerce uma função de guia, à medida que deve garantir o elo entre a construção que o aluno pretende realizar e as construções socialmente estabelecidas e que se traduzem nos objetivos e conteúdos prescritos pelo currículo em vigor em um determinado momento. A terceira utiliza-se da metáfora do “andaime” para explicar o papel do ensino com relação à aprendizagem do aluno. Assim como os andaimes sempre estão localizados um pouco acima do edifício que contribuem para construir, os desafios o ensino devem estar um pouco além dos que a criança já seja capas de dissolver. As idéias de Collins e Smith (1980) são citadas no texto, onde consta que existem três etapas que podem contribuir para uma compreensão leitora, são elas: Etapas do modelo, o professor serve de modelo para seus alunos mediante sua própria leitura onde o lê em voz alta, comenta as duvidas, lembra o que falava o capítulo anterior. A segunda etapa é a participação do aluno onde ele tem liberdade de perguntar e a terceira é a etapa de leitura silenciosa na qual os alunos realizam sozinhos as atividades que nas fases anteriores, efetuaram com ajuda do professor: adota-se de objetivos de leitura, prever, formular hipóteses, buscar e encontrar apoio para as hipóteses, detectar e compensar falhas de compreensão.
Em suma, as estratégias são importantes para estabelecer uma linha de raciocínio, fazendo que haja um maior entendimento da leitura.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Contos de Fadas

Para as crianças, pouco interesse há em conhecer a origem ou a simbologia dos contos de fada, ou a finalidade de cada um, se são antigos e quanta coisa mais.
A poesia desses contos, nascidas dos mais fortes e primários sentimentos gerais, é a que mais fala e desperta a sensibilidade dos jovens. E nessa poesia de maravilhas e sonho, sob a qual transcorre a ação de personagens tradicionais da mitologia popular, as crianças encontram os seres verdadeiros e os fatos reais de seu dia a dia. É nessa justaposição do maravilhoso poético com realismo doméstico, na mistura do fantástico e da intimidade familiar, que reside todo encanto e atração pela literatura.
Os contos de fadas começam onde a criança se encontra no seu ser psicológico e emocional. Falam de suas pressões internas graves, de um modo que ela inconscientemente compreende, e oferecem exemplos tanto de soluções temporárias quanto permanentes para dificuldades prementes.
As figuras nos contos não são ambivalentes. A convicção de que o crime não compensa é um meio de persuasão muito mais forte do que o castigo, e esta é a razão pela qual nas histórias de fadas a pessoa má sempre perde. Não é o fato de a virtude vencer no final que promove a moralidade, mas do herói se atraente para a criança, que se identifica com ele em todas as suas lutas. 
O conto de fadas oferece materiais de fantasias que sugerem a criança, sob forma simbólica, o significado de toda batalha para conseguir uma auto-realização, e garante um final feliz.

Referência:
Introdução á literatura para Crianças e Jovens - Os contos de fadas

terça-feira, 19 de abril de 2011

Leitura e formação do gosto (por uma pedagogia do desafio do desejo)

Maria Mortatti

Maria do Rosário Longo Mortatti é professora da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP – Marília) e importante pesquisadora da história do ensino da leitura e da escrita no Brasil.

Aprende-se a ler e a gostar de ler, aprende-se a ter satisfação com a leitura; aprende-se a acompanhar modismos de leitura; aprende-se a ter critérios e opiniões de leitura; aprende-se a julgar valores estéticos. A tudo isso se aprende lendo. Dentro e fora da escola.  A necessidade por parte dos alunos é imensa, e é preciso ensinar os alunos a gostar de ler, pois é lendo que se aprende a diversidade.
Podemos pensar que o gosto pela leitura da literatura desempenha importante função de desenvolvimento. É necessário que a aprendizagem signifique um desafio de conhecer o que não se sabe – o novo.
A imitação esta presente em todo processo de aprendizagem, e é dessa maneira que a criança aprende e penetra na vida social, e é dessa maneira que aprende a falar, a interagir no seu grupo, a satisfazer necessidades básicas. Valorizar o aluno e auxiliá-lo. È pela leitura que se conhecem e prendem os conteúdos de ensino; é pela leitura que se conhece e aprende, portanto, também a leitura. O texto literário pode contribuir para a formação do sujeito-leitor porque consegue atuar em zonas profundas, proporcionado a superação de conflitos internos e mobilizando a imaginação para a superação de problemas e de outras ordens. O texto literário lida com necessidades de imaginação e fantasias, onde se criam e se seguem regras voluntárias para satisfação do desejo.
Se o gosto se aprende, pode ser ensinado. Tudo que vem sendo e vai ser dito sobre a leitura da literatura precisa fazer parte da vida do professor.
Significa também que é preciso trazer a leitura para sala de aula para despertar o sabor de ler; que é preciso propiciar com condições para o prazer com satisfação de necessidades, para consciência da moda e do aspecto social da leitura e do gosto. Saber por que o aluno ou professor gosta deste ou daquele tipo de texto é um caminho importante a ser explorado. O professor é, concomitantemente, alguém que participa ativamente desse processo; alguém que ler, estuda, expõe sua leitura e seu gosto, tendo para com o texto a mesma sensibilidade e atitude critica que propõe a seus alunos.
A formação do gosto não se baseia em exercícios escolares de interpretação. É um conhecer para gostar. É um conhecer para agir.



quarta-feira, 16 de março de 2011

Literatura Infantil

    Hoje em dia, ouvimos muito os professores falarem do desinteresse dos alunos pela literatura. São vários, os fatores que causam esse desinteresse, por exemplo: uns preferem ler revistas, outros preferem cinema, tv, sair com os amigos, jogar futebol, entre outros e com isso, os livros acabam ficando esquecidos.
   A literatura infantil começou no século XVIII. Nessa época a criança começava, efetivamente, a ser vista como criança. Antes, ela participava da vida social adulta, inclusive usufruindo da sua literatura. 
   Professores, educadores e pais querem criar em seus filhos e alunos o hábito da leitura, porém, muitos adultos não tem esse hábito e usam a falta de tempo e cansaço como uma justificativa para a pouca dedicação aos livros, sem perceber que essa atitude vai tirando o interesse da criança, que no início de sua trajetória de vida via o livro como algo encantador, mágico e cheio de mistério.
 
É possível listar algumas características que marcam este universo:
- Imaginação: faz com que a pessoa que está lendo imagine cada ação, o que acontecerá com o personagem.
- Sentimentos

- Identificação: projeção da realidade
- Livros com muitas ilustrações

PRINCIPAIS AUTORES E OBRAS
Perrault: “Chapeuzinho Vermelho”, “A Bela Adormecida”, “O Barba Azul”, “O Gato de Botas”, “Pequeno Polegar”, etc.
Irmãos Grimm: “A gata borralheira” (que de tão famosa recebeu mais de 300 versões pelo mundo afora), “Branca de Neve”, “Os Músicos de Bremen”, “João e Maria”, etc.
Andersen: “O Patinho Feio”
Charles Dickens: “Oliver Twist”, “David Copperfield”
La Fontaine: “O Lobo e o Cordeiro”
Esopo: “A lebre e a tartaruga”, “O lobo e a cegonha”, “O leão apaixonado”

No Brasil a literatura infantil deu os primeiros passos com as obras de Carlos Jansen (“Contos seletos das mil e uma noites”), Figueiredo Pimentel (“Contos da Carochinha”), Coelho Neto, Olavo Bilac e Tales de Andrade.
Porém, o mais importante escritor infantil foi Monteiro Lobato. É com ele que se inicia, de fato, a literatura infantil no Brasil.
- Principais Obras
“Urupês”
“Cidades Mortas”
“Idéias do Jeca Tatu”
“Negrinha”
“Reinações de Narizinho” (livro que reúne várias histórias infantis)
“Sítio do Pica-pau Amarelo”
“O Minotauro”
Além de Monteiro Lobato, outros escritores como Ziraldo e Ana Maria Machado também se dedicam ao público infantil.
Ziraldo: “O Menino Maluquinho”, “A bonequinha de pano”, “Este mundo é uma bola”, “Uma professora muito maluquinha”.
Ana Maria Machado: “A Grande Aventura de Maria Fumaça”, “A Velhinha Maluquete”, “O Natal de Manuel”.