Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de junho de 2011

A nova Cinderela

    Era uma vez, uma moça que morava num moderno apartamento com sua mãe e seu padrasto. Como filha única, tinha tudo o que desejava e sem esforço algum. Mas, isso não lhe era sufuciente, pois sentia qe sempre faltava algo mas não sabia o que.
    Cinderela adorava se divertir com as amigas. Gostavam de passsear, ir ao shopping, ir ao clube e dançar. Por isso, todo final de semana elas iam á boate.
    Em um dia que poarecia ser como outro qualquer, Cinderela e as amigas foram a boate. Elas dançavam até se acabar na pista, quando de repente um jovem bem elegante esbarrou na Cinderela. Eles se entreolharam e se apaixonararam. O jovem elegante disse:
- Desculpe-me, estava tão distraído que não lhe vi.
- Não, a culpa foi minha. Eu estava procurando minhas amigas e não lhe vi. - Diz Cinderela.
    Os dois conversaram e dançaram a noite inteira. Ao desperdi-se trocaram telefones e combinram de se encontrar em outro lugar.
    No outro dia, na escola com suas amigas, Cinderela contou que conheceu um lindo rapaz e que este ficou de ligar para ela. Porém, ao sair da escola Cinderela esqueceu o celular na cantina.
    Ao chegar emn casa, ela pensou em ligar para  jovem, mas para sua surpresa e desespero, percebeu que o celular sumiu. Aflita, Cinderela procurou o celular por toda a casa, mas foi em vão. Desesperada foi na casa de cada amiga a procura do celular, mas todas deram a mesma resposta.
- Não, não está comigo o seu celular!
    Cinderela voltou para a casa triste por ter perdido o celular, pelo fato de não ter como falar com o jovem pelo qual se apaixonou. Sua mãe ao perceber sua tristeza, fala:
- Filha, o que foi que aconteceu? Você voltou da escola tão animada e de repente ficou assim?
- Ah mãe, aconteceu uma tragédia! - diz a filha quase chorando.
-Tragédia?! O que houve? - diz a mãe preocupada.
- Perdi mei celular. Não sei como, nem onde.
- Menina, isso é tragédia? Isso é uma bobagem. Amanhã compraremos outro. -disse a mãe menosprezando a tristeza da filha.
- Mãe, pra você tudo se resolve facilmente. - resmungou a filha.
    Uma semana depois, Cinderela volta a boate com suas amigas e para sua surpres e felicidade, reencontra o jovem elegante. Eles se aproximaram e a Cinderela foi logo explicando:
- Eu não liguei porque perdi meu celular, não lembro onde o deixei...
 O rapaz bem calmo, entrega a Cinderela uma caixa.
- O que é isso? - pergunta Cinderela sem entender nada.
- Abra que descobrirás -responde o jovem com um largo sorriso.
    Cinderela abre a caixa e fica espantada.
- Meu celular! Como você o encontrou?
- Fiquei ansioso para lhe ver novamente e não aguentei. Fui até a sua escola. Me informaram que você estava na cantina, mas chegando lá você já tinha saído, porém vi que tinha um celular na mesa. Ao olhá-lo, vi que pertencia a você.
    Cinderela não deixou que o jovem continuasse a explicação, foi logo beijando-o. E a partir desse momento os dois não se desgrudaram mais e a cada dia que se passava, o casal ia se apaixonando mais e mais.

Fim!

Autoras:
Aline Coimbra e Elenilda Maria

sábado, 21 de maio de 2011

O menino que viu uma Coisa

Este Menino deixou de ir à Escola hoje...
Ele queria ir explorar uma casa abandonada que viu no caminho...
O que será que ele vai achar lá dentro?


Todo dia era a mesma coisa. Sua mãe entrava no quarto e dizia:
- Dormindo desse jeito você vai acabar chegando atrasado!
E ele dizia: - Peraí que vou dormir só mais um pouquinho...
Apesar de muito preguiçoso, ele sempre ia para a Escola. Pelo menos era o que ele dizia.



Mas muitas vezes ficava brincando pela rua e não pisava nem lá.
- Nasci para explorar o Mundo e não para estudar - vivia dizendo.
Um dia a caminho da Escola, uma amiga da sua turma lhe disse:
- Dizem que naquele Casarão tem um tesouro escondido.



 - Dizem também que lá tem um mistério, e aquele que resolver ganha o Tesouro.
Pronto, era tudo que ele queria ouvir. Era seu sonho ficar rico sem fazer força. Então planejou:
- Amanhã, ao invés de ir à Escola, vou explorar esse Casarão, pegar o Tesouro e ficar Rico!


No dia seguinte, sua mãe até estranhou ele ter se levantado tão cedo para ir à Aula.
Só que ele não foi. Foi sim, direto para o Casarão. Escondeu sua mochila numa moita ali perto, e devagarinho subiu os degraus até a porta.
Pelo que diziam ninguém morava ali há mais de 150 anos.



Antes de empurrar a porta, ele colocou o ouvido nela para ver se ouvia algum ruído vindo de dentro.
Como nada ouviu resolveu entrar. Ao empurrar a pesada porta, ela fez um barulho que o deixou arrepiado da cabeça aos pés... Quando ela abriu, uma estranah Luz saiu lá de dentro...



Então ele viu uma COISA que não gostaria nunca de ter visto!
Era Uma Criatura Monstruosa, que deu uma gargalhada tão terrivel, que o deixou paralisado.
E aí a Criatura falou:
- Então você gosta de Gazear aulas... Você agora vai morar aqui comigo para sempre...



E a estranha Criatura disse ainda:
- Muitos iguais a você já entraram aqui, e nunca mais sairam. Venha não seja tão acanhado entre...
Ele não sabe como conseguiu se mexer, mas conseguiu...
Então ele deu o maior carreirão da sua vida, e viu que a Criatura correu atrás para pegá-lo...


Ele corria e só ouvia o ruído do Bicho logo atrás dele.
Correu o mais que pode, e entrou numa floresta muito fechada e escura.
- É minha única chance de escapar dele - Pensava aterrorizado.
Então descobriu que estava perdido e já havia anoitecido...


Nesse momento, Ele sentiu que estava sendo observado!
Então viu à sua volta, Olhos ameaçadores olhando para ele de dentro da mata.
Cheio de pavor, pensou na sua Mãe, e muito arrependido disse:
- Nunca mais deixo de ir à Escola! - E deu o maior grito da sua vida.


Foi nesse momento que aconteceu um verdadeiro milagre.
Ele descobriu que estava sonhando e que acabara de acordar...
Pulando de alegria ele disse:
- Então foi tudo um sonho... Foi um sonho para me mostrar que eu estava no caminho errado...



A partir daquele dia, ele nunca mais acordou tarde e nem deixou mais de ir para a Escola.
E todo dia, antes de sair, dava um beijo na sua Mãe e dizia:
- Você é a melhor Mãe do mundo.
início

terça-feira, 12 de abril de 2011

Três Tesouros Perdidos

Uma tarde, eram quatro horas, o sr. X… voltava à sua casa para jantar. O apetite que levava não o fez reparar em um cabriolé que estava parado à sua porta. Entrou, subiu a escada, penetra na sala e… dá com os olhos em um homem que passeava a largos passos como agitado por uma interna aflição.
Cumprimentou-o polidamente; mas o homem lançou-se sobre ele e com uma voz alterada, diz-lhe:
— Senhor, eu sou F…, marido da senhora Dona E…
— Estimo muito conhecê-lo, responde o sr. X…; mas não tenho a honra de conhecer a senhora Dona E…
— Não a conhece! Não a conhece! … quer juntar a zombaria à infâmia?
— Senhor!…
E o sr. X… deu um passo para ele.
— Alto lá!
O sr. F… , tirando do bolso uma pistola, continuou:
— Ou o senhor há de deixar esta corte, ou vai morrer como um cão!
— Mas, senhor, disse o sr. X…, a quem a eloqüência do sr. F… tinha produzido um certo efeito, que motivo tem o senhor?…
— Que motivo! É boa! Pois não é um motivo andar o senhor fazendo a corte à minha mulher?
— A corte à sua mulher! não compreendo!
— Não compreende! oh! não me faça perder a estribeira.
— Creio que se engana…
— Enganar-me! É boa! … mas eu o vi… sair duas vezes de minha casa…
— Sua casa!
— No Andaraí… por uma porta secreta… Vamos! ou…
— Mas, senhor, há de ser outro, que se pareça comigo…
— Não; não; é o senhor mesmo… como escapar-me este ar de tolo que ressalta de toda a sua cara? Vamos, ou deixar a cidade, ou morrer… Escolha!
Era um dilema. O sr. X… compreendeu que estava metido entre um cavalo e uma pistola. Pois toda a sua paixão era ir a Minas, escolheu o cavalo.
Surgiu, porém, uma objeção.
— Mas, senhor, disse ele, os meus recursos…
— Os seus recursos! Ah! tudo previ… descanse… eu sou um marido previdente.
E tirando da algibeira da casaca uma linda carteira de couro da Rússia, diz-lhe:
— Aqui tem dois contos de réis para os gastos da viagem; vamos, parta! parta imediatamente. Para onde vai?
— Para Minas.
— Oh! A pátria do Tiradentes! Deus o leve a salvamento… Perdôo-lhe, mas não volte a esta corte… Boa viagem!
Dizendo isto, o sr. F… desceu precipitadamente a escada, e entrou no cabriolé, que desapareceu em uma nuvem de poeira.
O sr. X… ficou por alguns instantes pensativo. Não podia acreditar nos seus olhos e ouvidos; pensava sonhar. Um engano trazia-lhe dois contos de réis, e a realização de um dos seus mais caros sonhos. Jantou tranqüilamente, e daí a uma hora partia para a terra de Gonzaga, deixando em sua casa apenas um moleque encarregado de instruir, pelo espaço de oito dias, aos seus amigos sobre o seu destino.
No dia seguinte, pelas onze horas da manhã, voltava o sr. F… para a sua chácara de Andaraí, pois tinha passado a noite fora.
Entrou, penetrou na sala, e indo deixar o chapéu sobre uma mesa, viu ali o seguinte bilhete:
“Meu caro esposo! Parto no paquete em companhia do teu amigo P… Vou para a Europa. Desculpa a má companhia, pois melhor não podia ser. — Tua E…”
Desesperado, fora de si, o sr. F… lança-se a um jornal que perto estava: o paquete tinha partido às oito horas.
— Era P… que eu acreditava meu amigo… Ah! maldição! Ao menos não percamos os dois contos! Tornou a meter-se no cabriolé e dirigiu-se à casa do sr. X…, subiu; apareceu o moleque.
— Teu senhor?
— Partiu para Minas.
O sr. F… desmaiou.
Quando deu acordo de si estava louco… louco varrido!
Hoje, quando alguém o visita, diz ele com um tom lastimoso:
— Perdi três tesouros a um tempo: uma mulher sem igual, um amigo a toda prova, e uma linda carteira cheia de encantadoras notas… que bem podiam aquecer-me as algibeiras!…
Neste último ponto, o doido tem razão, e parece ser um doido com juízo.
***
Conto de Machado de Assis
Conto originalmente publicado em A Marmota (1858)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A menina dos fósforos

Fazia um frio terrível; caía a neve e estava quase escuro; a noite descia: a última noite do ano.
Em meio ao frio e à escuridão uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas.
Quando saiu de casa trazia chinelos; mas de nada adiantavam, eram chinelos tão grandes para seus pequenos pézinhos, eram os antigos chinelos de sua mãe.
A menininha os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram terrivelmente depressa, sacolejando.
Um dos chinelos não mais foi encontrado, e um menino se apoderara do outro e fugira correndo.

Depois disso a menininha caminhou de pés nus - já vermelhos e roxos de frio.
Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos, e um feixinho deles na mão.
Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia, e ela não ganhara sequer um níquel.
Tremendo de frio e fome, lá ia quase de rastos a pobre menina, verdadeira imagem da miséria!
Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos, que lhe caíam sobre o pescoço em lindos cachos; mas agora ela não pensava nisso.
Luzes brilhavam em todas as janelas, e enchia o ar um delicioso cheiro de ganso assado, pois era véspera de Ano-Novo.
Sim: nisso ela pensava!
Numa esquina formada por duas casas, uma das quais avançava mais que a outra, a menininha ficou sentada; levantara os pés, mas sentia um frio ainda maior.
Não ousava voltar para casa sem vender sequer um fósforo e, portanto sem levar um único tostão.
O pai naturalmente a espancaria e, além disso, em casa fazia frio, pois nada tinham como abrigo, exceto um telhado onde o vento assobiava através das frinchas maiores, tapadas com palha e trapos.

Contos, fabulas e historinhas: A Pequena Vendedora de Fósforos
Suas mãozinhas estavam duras de frio.
Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz!
Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se.
Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha...
Que luz maravilhosa!
Com aquela chama acesa a menininha imaginava que estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa base de cobre, assim como a coifa.
Como o fogo ardia! Como era confortável!
Mas a pequenina chama se apagou, o fogão desapareceu, e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado.
Riscou um segundo fósforo.
Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede ela se tornou transparente como um véu de gaze, e a menininha pôde enxergar a sala do outro lado. Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito!
Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, úmida e fria.
Acendeu outro fósforo, e se viu sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos, e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menininha espichou a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela as via como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo.
"Alguém está morrendo", pensou a menininha, pois sua vovozinha, a única pessoa que amara e que agora estava morta, lhe dissera que quando uma estrela cala, uma alma subia para Deus.
Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
- Vovó! - exclamou a criança.
- Oh! leva-me contigo!
Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar!
Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!
E rapidamente acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida vovó. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. Sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Tornou a menininha nos braços, e ambas voaram em luminosidade e alegria acima da terra, subindo cada vez mais alto para onde não havia frio nem fome nem preocupações - subindo para Deus.
Mas na esquina das duas casas, encostada na parede, ficou sentada a pobre menininha de rosadas faces e boca sorridente, que a morte enregelara na derradeira noite do ano velho.
O sol do novo ano se levantou sobre um pequeno cadáver.
A criança lá ficou, paralisada, um feixe inteiro de fósforos queimados. - Queria aquecer-se - diziam os passantes.
Porém, ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó e a felicidade que sentia
no dia do Ano­ Novo.
Contos, fabulas e historinhas: A Pequena Vendedora de Fósforos

A Bela e a Fera

Era uma vez um jovem príncipe que vivia no seu lindo castelo. Apesar de toda a sua riqueza ele era muito egoísta e não tinha amigos.
Numa noite chuvosa recebeu a visita de uma velhinha que lhe pediu abrigo só por aquela noite.
Com um enorme mal humor ele se recusou a ajudar a velhinha. Porém, o que ele não sabia é que aquela velhinha era uma bruxa disfarçada, que já ouvira diversas histórias sobre o egoísmo daquele jovem príncipe. Indignada com a sua atitude, ela lançou sobre ele um feitiço que o transformara numa fera horrível. Todos os seus criados haviam se transformado em objetos. O encanto só poderia ser desfeito se ele recebesse um beijo de amor.
Enquanto isso, numa vila distante dali, vivia um comerciante com sua filha chamada Bela. Eles eram pobres, mas muito felizes.
Bela adorava livros, histórias, vivia a contá-las para as crianças da vila. Seu pai, Maurício, era comerciante e viajava muito comparando e vendendo seus produtos diversos.
Um dia voltando de uma longa viajem, Maurício foi pego de surpresa por uma forte tempestade, passou em frente a um castelo que parecia abandonado e resolveu pedir acolhida. Bateu à porta, mas ninguém o atendeu. Como a porta do castelo estava aberta resolveu entrar se proteger da chuva. Acendeu a lareira e encontrou uma garrafa de vinho sobre a mesma. Após bebê-la acabou adormecendo. No dia seguinte uma Fera furiosa apareceu diante dele. Quis castigá-lo por invadir o seu castelo e assim, o fez prisioneiro. A Fera decretou ao velho comerciante que este morreria por tal invasão. Aterrorizado, o pobre homem suplicou:
- Deixa que me despeça da minha filha.
A Fera concedeu-lhe o pedido. De volta a sua casa, contou o ocorrido a sua filha. Sem medo, ela decidiu voltar ao palácio com o pai.
Uma vez no palácio da Fera, Bela tomou coragem e fez uma proposta:
- Deixa meu pai ir embora. Eu ficarei no lugar dele.
A Fera concordou, e o pobre comerciante foi embora desolado.
A jovem permaneceu com a Fera no castelo, mas não era mantida na prisão, podia ficar em um quarto ou na biblioteca, local que muito a agradava.
Bela tinha medo de morrer, mas percebia que a Fera a tratava bem a cada dia que passava.
Contos, fabulas e historinhas: A Bela e a Fera
Com o passar do tempo o monstro e a Bela foram ficando mais amigos. Ele se encantava com a forma que a moça via o mundo, as pessoas, a natureza. Sentia que ela o via de uma forma diferente, além da sua aparência.
A Fera enfim havia se apaixonado, de verdade. Numa noite, ao jantarem, pediu-a em casamento. Bela não aceitou, mas ofereceu sua amizade.
Apesar da tristeza, a Fera, aceitou o desejo da Bela.
Bela , por sua vez, passava dias muito agradáveis no castelo, sentia-se bem lá, porém com muitas saudades do seu pobre pai.
Certo dia dia, Bela pediu permissão à Fera para visitar o seu pai.
- Voltarei logo - prometeu.
A Fera, que nada lhe podia negar, a deixou partir. Bela passou muitos dias cuidando de seu pai, que estava doente, tinha envelhecido de tristeza pensando que tinha perdido a filha para sempre.
Quando Bela retornou ao palácio, encontrou a Fera no chão meio morta de saudade por sua ausência. Então Bela soube o quanto era amada.
Bela se desesperou, também sentia um algo forte pela Fera. Amizade, amor, compaixão.
- Não morras, caso-me contigo - disse-lhe chorando.
Comovida, a Bela beijou a Fera... e nesse momento o monstro transformou-se num belo príncipe. Enfim, o encanto havia se desfeito. A Fera encontrou alguém que o amava de verdade, além da sua aparência grotesca.
Afinal, a verdadeira beleza está no coração!


Contos, fabulas e historinhas: A Bela e a Fera

segunda-feira, 21 de março de 2011

Um Plano Genial

Um Plano Genial
Barão de Itararé

Joaquim Rebolão estava desempregado e lutava com grandes dificuldades para se manter. A sua situação ainda mais se agravava pelo fato de ter que dar assistência a um filho, rapaz inexperiente que também estava no desvio.

Joaquim Rebolão, porém, defendia-se como um autêntico leão da Núbia, neste deserto de homens e idéias.

O seu cérebro, torturado pela miséria, era fértil e brilhante, engendrando planos verdadeiramente geniais, graça; aos quais sempre se saía galhardamente das aperturas diárias com que o destino cruel o torturava.

Naquele dia, o seu grude já estava garantido. Recebera convite para um banquete de cerimônia, em homenagem a um alto figurão que estava necessitando de claque. Mas o nosso herói não estava satisfeito, porque não conseguira um convite para o filho.

À hora marcada, porém, Rebolão, acompanhado do rapaz, dirige-se para o salão, onde se celebraria a cerimônia. Antes de penetrar no recinto, diz a seu filho faminto:

— Fica firme aqui na porta um momento, porque preciso dar um jeito a fim de que tu também tomes parte no festim. Já estavam todos os convidados sentados nos respectivos lugares, na grande mesa em forma de ferradura, quando, ao começar o bródio, Rebolão se levanta .e exclama:

— Senhores, em vista da ausência do Sr. Vigário nesta festa, tomo a liberdade de benzer a mesa. Em nome do Padre e do Espírito Santo!

— E o filho? — perguntou-lhe um dos convivas.

— Está na porta — responde prontamente. E, voltando-se para o rapaz, ordena, autoritário e enérgico:

— Entra de uma vez, menino! Não vês que estes senhores te estão chamando?