domingo, 10 de julho de 2011

Manifesto dos Sussurradores de Poesia

  
Os sons mais característicos do mundo atual são, infelizmente, barulho, ruído.
O que ouvimos inspira a arte contemporânea através de propostas que incorporam, ao sentido da visão, a experiência auditiva. Não raro, essas experiências remetem nos sons da cidade, à velocidade, à dificuldade de comunicação, à superposição de vozes, ao grito... ao incômodo.
         A arte nos diz: o som é uma dimensão que já não sabemos habitar. O silêncio, nossa utopia.
         Há quem diga que os novos sinais de riqueza se mostram através da posse do tempo, do espaço e do silêncio. Os sons nos empobrecem?
         Ainda temos a música e a palavra (bem) falada.
         A palavra ao ouvido – o sussurro – é a nossa escolha. Gostamos deste espaço intermediário entre o som e o silêncio, onde estes extremos se tocam.
         Inspiramo-nos no grupo performático francês Les Souffleurs (literalmente, Os Sopradores), que realiza intervenções em várias cidades do mundo sussurrando fragmentos de textos poéticos e filosóficos no ouvido das pessoas, numa tentativa de “desaceleração do mundo”.
         “Comandos Poéticos” é a performance mais famosa dos Les Souffleurs e foi apresentada na cidade de São Paulo, na Virada Cultural de 2009, quando sussurraram poesia em praças e bibliotecas.
         Como o grupo Les Souffleurs, usamos um tubo para sussurrar os textos. Optamos por reaproveitar tubos de papelão que, na nossa proposta, se tornam um objeto lúdico, belo e que recupera o gosto das brincadeiras simples de antigamente.
         Propomos-nos a usar a poesia como delicado presente, que se leva da boca ao ouvido. Começamos pelas crianças, elas que estão sempre mais atentar e abertas. Brincamos de, por um instante, silenciar o mundo com um poema.
         Aos poucos, vamos incluindo outras gentes que se disponham a interromper a tagarelice do mundo com segundo de poesia.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Considerações finais sobre - Literatura Infantil

Primeiramente, a disciplina de Literatura infantil deveria ser ofertada, na grade, como matéria obrigatória, pois é enriquecedora e contribui bastante para ampliar nossa visão enquanto estudantes de pedagogia e futuras educadoras. 
Nos matriculamos na eletiva, sem saber o que nos aguardava e sem grandes expectativas, saímos com um olhar diferente para aquilo que rotulamos, infelizmente, como leitura para crianças. A literatura infantil não se resume ao universo da criança, pode sim fazer parte da vida de jovens e adultos.
Em suma, se só existisse literatura infantil, o mundo estaria a salvo. Ela trata de todas as questões da vida.

Obs: Agradecemos a, professora, Giselly Lima quer nos orientou e nos ajudou a ter uma visão totalmente fora de esteriótipos sobre a literatura infantil.